Publicado por Rafael Rosa em 25 de Fevereiro de 2009

Rails Maturity Model - Próximos passos

screenshotFaz algumas semanas que Obie Fernadez trouxe a tona a idéia do Rails Maturity Model, o que gerou bastante polêmica nas listas de discussão e uma pequena flamewar. O problema é que a ideia inicial do RMM envolvia a criação de uma certificação,  e embora isto tenha sido descartado posteriormente, a discussão já estava em andamento.

A partir da notícia original, várias personalidades mundiais deram sua opinião, incluindo DHH, que disse num comentário no blog do próprio Obie que ele não apoiaria uma ideia como essa, mas acha que a discussão em torno de melhorar o nível da comunidade é algo bom.

Aqui no Brasil Carlos Brando e Fabio Akita escreveram posts em seus blogs discutindo a ideia, e o resultado é a uma crítica saudável: apesar de possuir boas intenções, certificações não medem de maneira alguma a qualidade de uma empresa ou desenvolvedor. Além disso, não há qualquer relação entre o RMM e o CMMI, como o nome poderia indicar, já que a ideia e as métricas do CMMI são totalmente incompatíveis com a realidade Rails, sendo apenas um nome escolhido sem o conhecimento prévio do que se trata o CMMI.

Apesar da avalanche de críticas, Obie e a Hashrocket, sua famosa empresa de consultoria Ruby/Rails, pretendem continuar com a ideia. Numa entrevista com Mike Moore, autor do Rubiverse Podcast e ALT.NET Podcast, Obie comentou todo o assunto e as críticas recebidas, e defendeu a criação de um meio de diferenciar as boas consultorias Rails das ruins, ainda que não utilizando um sistema de certificações como originalmente proposto. Para isso ele pretende lançar o site www.railsmaturitymodel.com (que ainda não está no ar) para divulgar a ideia e apresentar as práticas que ele e sua empresa consideram essenciais numa consultoria de qualidade. Ou seja, parece que o RMM vai se tornar uma espécie de certificação atrelada ao "Hashrocket Way", que não é uma unanimidade na comunidade.

Ele também disponibilizou alguns vídeos da Hashrocket, send um deles o stand-up meeting diário na empresa e outro mostrando os bastidores da idéia do RMM. Também existe um vídeo um pouco mais antigo sobre a programação em par dentro da empresa, que é um dos mantras de Obie e também um dos principais alvos de críticas, mas é interessante para se conhecer um pouco mais sobre a técnica vendo como ela é utilizada na prática. Um pequeno aviso: veja esses vídeos tendo em mente que esse é o jeito que funciona para a Hashrocket, isso não quer dizer que sejam práticas adotadas por todas as melhores consultorias ou que sejam consenso na comunidade.

Para fechar o assunto, há um vídeo do TDC 2008 no blog da revista Visão Agil que mostra um debate sobre metodologias ágeis entre os vários palestrantes presentes. Uma das partes mais interessantes é a discussão entre Vinícius Manhães Teles, da Improve It, e o Marcos Dorsa, da Borland, sobre a aplicação ou adaptação do CMMi com metodologias ágeis, onde fica claro que existem sérios pontos de atrito entre essas abordagens. Como o vídeo é longo, mais de uma hora, recomendo ver pelo menos, as respectivas apresentações dos palestrantes aos 8:35 min e depois aos 11:48 min, e logo em seguida começa a discussão.

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