Publicado por Rafael Rosa em 03 de March de 2010
Screencast de Vim para desenvolvedores Rails
Usando o Vim como uma IDE para Rails é um screencast profissional feito por Ben Orenstein que mostra como você pode usar o Vim (um editor de texto open source bastante popular) como um tipo de IDE para Rails. Ele custa US$ 9 e tem aproximadamente 37 minutos. Pedimos uma cópia para testar com a promessa de publicar uma avaliação.
Pontos positivos
Ben fez um ótimo trabalho na produção desse screencast, sendo uma introdução interessante à alguns plugins específicos para Rails, como o Rails.vim, criado por Tim Pope, e o Snipmate, criado por Michael Sanders, um conjnto de snippets parecidos com os do TextMate para o Vim. E, obviamente, vocë pode testar ambos gratuitamente, sem ver o screencast.
Pontos negativos
Parece que esse é o primeiro screencast profissional feito pelo Ben, e a falta de experiência aparece em alguns pontos. Ele não se esforça para explicar o básico do Vim, se concentrando em mostrar os atalhos específicos do Rails para quem já conhece bem o Vim. Se você não conhece o Vim ou não passa do :q!, esse screencast não é para você.
Dada a necessidade de familiaridade com o vim, é estranho o fato de Ben passar os primeiros 5 minutos enfatizando a importância do operador ser capaz de digitar rapidamente e dando dicas de como aumentar a sua velocidade de digitação.
Há mais pontos positivos do que negativos
Porém, depois que ele começa a falar das coisas específicas do Vim para Rails, vemos que seu estilo combina com o formato de screencast. A qualidade do som é boa ele explica de maneira clara. Ele evita termos técnicos desnecessários e suas demonstrações são relevantes e concisas. Ele mostra como navegar rapidamente em um projeto Rails dentro o Vim e também mostra com utilizar os snippets à la TextMate, como fazer pesquisas dentro do projeto e comentários em várias linhas.
No fim, ele vale mais do que US$ 9, desde que você esteja familiarizado com o vim e queria uma ajudinha para se tornar um "power user" com Rails. Além disso, US$ 9 é apenas uma fração do custo do TextMate.
A entrevista
Fizemos algumas perguntas à Ben, para saber o que o levou a fazer o screencast e o porque do seu interesse pelo Vim:
Por que você recomendaria o vim em relação ao TextMate, por exemplo, para desenvolvedores Rails?
Bom, você é neurótico por eficiência? O TextMate é um excelente produto, mas tenho certeza que editores do estilo do Vim sejam muito mais rápidos e facilitem mais o desenvolvimento.
Acho que o TextMate tem algumas funcionalidades muito boas, como o localizador de arquivos com Cmd+t e snippets, mas eles já foram portados para o vim. Você pode replicar as funcionalidade do Cmd+t instalando o fuzzyfinder_textmate, e eu mostro como usar snippets à la TextMate no screencast.
Qual o seu histórico com editores de texto, particularmente com desenvolvimento para Ruby/Rails?
Um amigo o recomendou logo que comecei, e tive a sorte de aprendê-lo e usá-lo desde o início. Fiquei impressionado pelo modo como ele foi projetado para velocidade: as tarefas mais comuns podem ser feitas de maneira incrivelmente rápida, normalmente precisando apertar apenas uma tecla. Depois de um ano, comecei a fazer vários programas em Common Lisp, e para essa tarefa Emacs é o único editor que vale a pena pensar em usar, então passei a usá-lo. Era impressionante como foi difícil esse processo, e escrevi o artigo Switching Editors is Just as Hard as Switching Languages sobre minha tentativa. Eu amava o modo como podia customizar o Emacs, mas sentia saudades da eficiência do vim.
Por fim, comecei a trabalhar com Rails profissionalmente full-time, e voltei para o vim. Adoraria poder fazer scripts para vim em elisp, como no Emacs, mas tirando isso não poderia estar mais feliz com um editor.
Algum conselho final?
Acho que é de importancia vital para as pessoas customizar seus editores e refinar constantemente essas mudanças para que elas possam trabalhar cada vez mais rápido. Se mudar de editor de texto por uma semana não é o fim do mundo pra você, quer dizer que você não está gastando tempo suficiente ajustando seu ambiente. Particularmente, eu guardo toda minha configuração do vim configuration (e todos meus outros arquivos de configuração) em um repositório git. Cada máquina que utilizo tem exatamente o mesmo ambiente customizado, e sou muito mais produtivo com ele.
O screencast é uma coletânea dos plugins e técnicas que adicionei ao meu repertório ao longo do tempo.
O screencast do Ben pode ser encontrado aqui.

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03 de March de 2010 às 12:39
Gostei da matéria, porém, como foi dito, é necessário um pré conhecimento do vim, e aí vem a pergunta: Qual é o foco do screencast? Entendo que uma pessoa que queira usar o vim como IDE para Rails, esteja usando outro editor, Gedit no meu caso, então esse pré conhecimento não existe, meio complicado. Resumindo, eu não pagaria $9 por um vídeo que ensina a instalar plugins/add-ons.